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O que é armazenamento de dados e qual é a sua importância nas empresas?
22 de junho de 2021

O conceito de armazenamento de dados é amplo: existem inúmeros repositórios, tanto físicos quanto digitais, que podem ser usados para garantir a confidencialidade, integridade e acessibilidade das informações. O armazenamento de dados abrange, portanto, métodos e tecnologias de retenção de informações digitais que permitem operações em todas as fases do ciclo de vida dos dados: desde o armazenamento até o descarte, para operar estratégias como as de Marketing Digital.

Foi o avanço da tecnologia que contribuiu para o advento de sistemas de armazenamento altamente densos e escalonáveis, que incluem o armazenamento de alto desempenho, infraestruturas convergentes e hiperconvergentes, sistemas de armazenamento combináveis, redes scale-out e scale-up de armazenamento conectado (NAS) e outras plataformas.

Mas também fazem parte desse escopo os dispositivos de armazenamento eletromagnéticos, ópticos ou baseados em silício, que funcionam a partir da conexão com hardwares — dispositivos e dados conectados a um computador ou laptop, por exemplo, por meio de operações de entrada e saída (I/O – Input/Output), como discos rígidos, dispositivos flash, sistemas de fita e outros tipos de mídia — ou de forma remota, em cloud.

Neste artigo, explicamos um pouco mais sobre o que é armazenamento de dados, a importância desse processo para o desenvolvimento de negócios e da própria digitalização, como as empresas podem aproveitar o máximo de sua capacidade e outras informações. Veja a seguir:

Como classificar os modelos de armazenamento de dados?

O termo armazenamento pode se referir aos dados de um usuário em geral e, mais especificamente, aos sistemas integrados de hardware e software usados ​​para capturar, gerenciar e classificar os dados. Isso inclui informações em aplicativos, bancos de dados, data warehouses, arquivamento, dispositivos de backup e armazenamento em nuvem.

O armazenamento de dados pode ser feito de forma primária ou secundária, dependendo de como os dados são usados ​​e do tipo de mídia necessária para suportar o volume de informações. O armazenamento primário lida com cargas de trabalho de sistemas e aplicações usados em processos diários e recorrentes e, por isso, é feito em memória (RAM) e em outros dispositivos integrados, como o cache L1 do processador.

Já o armazenamento secundário abrange dados em flash, disco rígido, fita e outros dispositivos que requerem operações de entrada e saída (E / S) e, por isso, comumente é preferido para a operacionalização de backups.

O armazenamento em nuvem suporta ambos os processos, tanto para operações primárias em cloud-based realizadas diretamente na web — softwares remotos SaaS, por exemplo —, quanto para operações secundárias de armazenamento sem requisições de visualizações e alterações constantes, como os cloud storages.

Enquanto o armazenamento primário funciona independentemente da conexão com a Internet e por isso pode prover um acesso mais rápido ao conteúdo armazenado, o armazenamento secundário, muitas vezes, têm uma capacidade de armazenagem maior.

Além disso, é mais escalável, tem uma relação melhor entre custos e benefícios, não está sujeito a desastres climáticos e problemas com intempéries, permite a replicação das informações em várias infraestruturas geograficamente distantes para garantir mais segurança e fornece altíssima disponibilidade, uma vez que as informações podem ser visualizadas e alteradas de qualquer dispositivo devidamente conectado à Internet.

Isso faz com que o serviço de armazenamento em nuvem seja priorizado nos dias atuais — a Transformação Digital permitiu que as empresas implantassem modelos híbridos, adicionando uma camada remota para reforçar o armazenamento local.

Assim, para garantir os benefícios dos dois modelos, as empresas tendem a armazenar dados de rotinas diárias de forma temporária, em dispositivos de armazenamento primário, mas com backup em nuvem e replicação em mais de uma infraestrutura para garantir a segurança necessária à integridade e confidencialidade das informações.

Quais os tipos de dispositivos usados para o armazenamento de dados?

Mídias de armazenamento de dados têm vários níveis de capacidade e velocidade. Isso inclui memória cache, RAM dinâmica (DRAM) ou memória principal, fita magnética ou disco magnético, discos ópticos, como CDs, DVDs e discos Blu-ray, memória flash (cartões, por exemplo), HDDs externos, pendrives e várias outras formas de interações de armazenamento na memória legada dos dispositivos que podem ser inseridos em hardwares.

Já em computadores, juntamente com a memória principal, a memória não volátil funciona somente para leitura (ROM), o que significa que ela não permite a gravação dos dados. Em contrapartida, PCs e notebooks incluem também unidades de disco rígido (HDDs e SSDs), que permitem a gravação das informações.

Os SSDs armazenam dados em chips de memória flash não volátil. Ao contrário das unidades de disco giratórias, os SSDs não têm partes mecânicas móveis, o que permite acesso mais rápido às informações, menor latência e a persistência dos dados na memória, mesmo se houver perda de partes da estrutura.

Por isso, SSDs são cada vez mais encontrados em todos os tipos de computadores, embora continuem mais caros do que os HDDs, por essas vantagens e pela sua alta capacidade de arquivamento de dados.

Os sistemas de armazenamento baseados em disco requerem backup de bateria ou capacitores integrados para manter os dados persistentes. No entanto, o flash ainda não atingiu uma resistência equivalente ao disco, levando a matrizes híbridas que integram os dois tipos de mídia.

Arquiteturas de armazenamento

Veja algumas arquiteturas que podem ser criadas para garantir disponibilidade e segurança de dados nas infraestruturas de armazenamento.

Network Attached Storage (NAS)

Os sistemas NAS — arquitetura de armazenamento conectada a uma rede própria, por meio de uma conexão de rede local (LAN) baseada em Ethernet — permite que as informações sejam centralizadas e acessadas somente por usuários autorizados.

Os dispositivos NAS são gerenciados com um utilitário baseado em navegador e cada nó da rede recebe um endereço IP exclusivo. Esse modelo oferece os benefícios de uma nuvem local, é flexível, eficaz, escalável e de baixo custo. Logo, os sistemas NAS integrados ajudam as organizações na coleta e gerenciamento de grandes volumes de informações.

O hardware inclui arrays de armazenamento ou servidores de armazenamento equipados com discos rígidos, drives flash ou uma combinação híbrida e software de sistema operacional de armazenamento para fornecer serviços de dados baseados em array.

Geralmente, o software de gerenciamento ainda oferece ferramentas de proteção de dados para arquivamento, clonagem de informações, gerenciamento de cópias e replicação instantâneas, recursos de redução de dados (compactação, desduplicação e provisionamento thin), também são padrões nesse modelo de storage baseados em arrays.

Direct Attached Storage (DAS)

DAS são dispositivos externos ligados diretamente ao servidor. Existem três designs básicos de sistemas de armazenamento em rede nesse modelo. Em sua configuração mais simples, o armazenamento de conexão direta (DAS) é feito com o disco rígido interno de um PC.

Em âmbito organizacional, o DAS pode ser um cluster de unidades em um servidor ou um grupo de unidades externas que se conectam diretamente ao servidor por meio de Small Computer System Interface (SCSI), Serial Attached SCSI (SAS), Fibre Channel (FC) ou Internet SCSI (iSCSI).

Storage Area Network (SAN)

Uma SAN é composta por unidades de armazenamento (storage racks) ligadas a uma unidade controladora que, por sua vez, é conectada ao servidor. Por isso é integrada por HDs, switches, cabos e um servidor principal. Entretanto, muitas empresas optam pelo uso de dois switches e mais de um servidor para garantir a redundância necessária à segurança dos dados armazenados.

Uma rede SAN pode ser projetada para abranger vários locais de data center que precisam de armazenamento em bloco de alto desempenho. Nessa infraestrutura, os dispositivos de bloco aparecem para o host como armazenamento conectado localmente, logo, cada servidor na rede pode acessar o armazenamento compartilhado como se fosse uma unidade de conexão direta.

Como funciona esse processo?

Em um disco eletromecânico, os bytes armazenam blocos de dados dentro de setores. Um disco rígido é um prato circular revestido com uma fina camada de material magnético. O disco é inserido em um fuso e gira a velocidades de até 15.000 rotações por minuto (rpm).

À medida que ele gira, os dados são gravados na superfície por meio de cabeças de gravação magnética. Um braço atuador de alta velocidade posiciona a cabeça de gravação no primeiro espaço disponível para permitir que os dados sejam gravados de forma circular e sobreposta, para aumentar a densidade da área.

Em unidades de estado sólido (SSDs), os dados são gravados em um flash NAND em pool, projetado com transistores de porta flutuante que permitem que a célula retenha uma carga elétrica. Um SSD não é tecnicamente um drive, mas exibe características de design semelhantes a um circuito integrado, apresentando potencialmente milhões de nanotransistores colocados em chips de silício de tamanho milimétrico.

Quais os requisitos essenciais de uma infraestrutura de armazenamento?

Os requisitos essenciais de uma infraestrutura de armazenamento são capacidade e segurança. O armazenamento de dados é um processo altamente sensível, que demanda muitas camadas de segurança para mitigar potenciais falhas, vazamentos e roubos de informações.

Alguns sistemas de armazenamento modernos exigem recursos de inteligência artificial (IA) habilitada para aprendizado de máquina, que suportam a captura, a análise e extração de valor dos dados, mas também permitem aumentar a segurança no acesso e no compartilhamento de informações.

Já os requisitos de capacidade de armazenamento de dados definem quanto armazenamento é necessário para executar um aplicativo, um conjunto de aplicativos ou conjuntos de dados. A capacidade de armazenamento leva em consideração o volume de informações e o tipo de dados que serão inseridos nessas infraestruturas, mídias e dispositivos.

Por isso, as empresas precisam usar soluções de segurança e efetivar o armazenamento em camadas, para automatizar a inserção de dados em diferentes mídias de armazenamento, com base nos requisitos essenciais de gestão da informação: capacidade, conformidade, segurança e desempenho.

Qual é a importância do armazenamento de dados? 

Vivemos em um mundo centralizado pela informação. Como sociedade, geramos inúmeros dados em todas as nossas ações, assim como aumentamos a nossa dependência pelo uso de informações em dispositivos e outras soluções — e isso impacta diretamente o modo como nos relacionamos, vivemos e alteramos o nosso padrão de consumo diariamente.

Para as empresas, a interpretação desse comportamento dos consumidores é uma questão de sobrevivência: quanto mais precisa e eficaz a interpretação desses dados, maior será a capacidade de resposta e o diferencial competitivo do negócio.

A alta disponibilidade é um requisito essencial nesse contexto: as informações devem estar disponíveis quando e onde forem necessárias aos usuários. O armazenamento de dados, por sua vez, permite que informações estratégicas sejam requisitadas e analisadas a qualquer momento.

Nuvens, virtualização e redes de armazenamento de dados também podem ser usadas para permitir a redução de custos e ampliação de capacidades, apoiando iniciativas de desenvolvimento para suportar esses requisitos na gestão das informações.

Logo, a capacidade de armazenamento de dados é um componente crítico do contexto da Transformação Digital e um dos pilares para a digitalização dos processos. Isso acontece porque, para viabilizar atividades remotas, é necessário garantir alta disponibilidade das informações que serão utilizadas, seja para a tomada de decisão, seja para a execução de rotinas de trabalho colaborativas.

Neste artigo você descobriu o que é armazenamento de dados, a importância desse processo para a digitalização de processos no contexto da Transformação Digital e como as empresas podem aproveitar ao máximo a capacidade de infraestruturas de armazenamento para o desenvolvimento de seus negócios.

Agora que você sabe a importância do uso de dados para uma gestão mais eficiente, veja como operacionalizar o Marketing de Conteúdo baseado em dados para elevar a sua estratégia de visibilidade e conversões para outro nível!

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