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Conheça o cenário de privacidade digital no Brasil e como as marcas podem se adaptar a ele
12 de agosto de 2021

Qual o impacto dessa realidade para as marcas? Até onde é possível chegar na hora de acessar os dados dos usuários? Respeitar a privacidade digital é uma decisão viável do ponto de vista da comercialização e das estratégias do Marketing Digital?

São muitas as perguntas que surgem arredor desse tema. Por isso, a seguir, abordaremos o assunto em detalhes. Continue lendo até o final!

O que há por trás da obsessão de obter dados pessoais?

Vivemos na época dos dados. As empresas tomam decisões com base em informações coletadas por sistemas e aproveitam o que sabem dos usuários e clientes para melhorar os processos de comercialização. Da mesma forma, cada vez é mais importante avaliar todos os fatores do mercado, como variáveis econômicas, indicadores e tendências de consumo.

No caso concreto dos dados pessoais, de que maneira são utilizados? Por que são relevantes para as empresas? Para responder essas e outras perguntas, primeiro, vamos analisar o que ganham as organizações ao acessar os dados pessoais.

Maior personalização

Esse é o ponto elemental. Os processos de Marketing, cada vez mais, demandam um maior nível de engajamento e aproximação com o público. Isso somente é possível ao deixar as mensagens e interações mais individualizadas.

Ao acessar os dados pessoais, as marcas conseguem conhecer melhor os seus potenciais clientes. Além disso, podem se comunicar com eles por meio de canais diretos, como o e-mail marketing.

Maior possibilidade de atração

É evidente que, ao ter acesso a dados de determinado usuário, as marcas têm maior possibilidade de atrai-lo. Por exemplo, ao olhar rapidamente para as redes sociais de uma pessoa, é possível saber, na maior parte dos casos, o que ela faz, o que ela pensa sobre determinados temas públicos e quais são as suas preferências e perspectivas.

Melhores fluxos de informação

O acesso aos dados das pessoas no mundo digital permite desfrutar de uma linha de comunicação direta com clientes potenciais. Isso poupa esforços, tempo e dinheiro para chegar até eles e transmitir a mensagem desejada.

Todos esses aspectos demonstram que a coleta e o aproveitamento dos dados pessoais representam:

otimização do orçamento;rapidez das ações;maiores possibilidades de venda para muitas marcas.

Mas quando a privacidade digital de um usuário é invadida?

Hoje, vamos derrubar alguns mitos e paradigmas! Chegou a hora de avaliar o que pode e o que não pode se considerar uma invasão à privacidade digital.

Para isso, responderemos uma pergunta muito precisa em cada situação: o usuário compartilhou seus dados de forma voluntária? Quando a resposta for não e as informações em questão forem realmente pessoais, podemos considerar que se trata de uma violação.

Então, sem mais preâmbulos, analisemos algumas das práticas de Marketing mais “agressivas”, do ponto de vista do acesso e aproveitamento de dados.

Mensagens de WhatsApp

Poucas coisas são mais pessoais do que o número de telefone. Por isso, comunicar-se com um usuário por esse meio é andar em terreno perigoso.

O WhatsApp, principalmente, só pode ser utilizado como um meio de interação se, antes, o usuário compartilhou seu número de telefone voluntariamente ou se comunicou previamente para solicitar algum tipo informação ou orçamento. Ou seja, ele deu abertura para a comunicação.

É muito invasivo enviar mensagens por esse aplicativo como resposta a publicações que uma pessoa fez para seus contatos, por exemplo. Por isso, as ações de marketing em WhatsApp só podem ser feitas quando o usuário proporcionar seu número assinando uma lista de transmissão, ou se foi ele que fez o primeiro contato por esse meio.

Remarketing

Seu nome deixa bastante claro: é uma estratégia que consiste em fazer marketing novamente, orientando as ações para a mesma pessoa. Ainda que para alguns seja uma prática polêmica ou “agressiva”, realmente, não pode ser considerada violação à privacidade digital, sempre e quando, desde o início, o usuário tenha aceitado compartilhar a sua informação de contato.

Geralmente, os sites incluem um aviso em que perguntam se o usuário está disposto a aceitar seus cookies. Dessa forma, essa informação é enviada à Rede de Display do Google, em que se mostram os anúncios quando navega por outros domínios.

O dilema é se, realmente, vale a pena orientar os esforços, mensagens e ações a determinado indivíduo. Se ele tomou uma decisão de compra negativa, e considerando seu perfil, realmente, não precisa de determinado produto ou serviço, para que tentar de novo?

Além disso, pode ser incômodo para ele voltar a ser abordado por uma alternativa comercial que rejeitou. O remarketing é viável quando existem possibilidades reais de que o usuário possa se sentir atraído por uma marca e seus produtos, por isso, tudo deve ser avaliado.

Mensagens diretas nas redes sociais

Mesmo com perfis públicos nas redes sociais, muitos usuários não se sentem à vontade recebendo ofertas e propostas de desconhecidos por mensagens privadas. “Bombardear” uma pessoa com informações sobre promoções e produtos por mensagens privadas, sem ela ter dado o primeiro passo para se aproximar da marca, pode, sem dúvida, ser considerado uma prática invasiva.

Como os usuários podem proteger a sua privacidade?

É verdade que todos estamos expostos à informação na internet. Mas também é uma realidade que seguir alguns conselhos nos permite estar menos vulneráveis. Veja algumas dicas que os usuários podem aplicar para fortalecer sua privacidade digital.

Manter seu perfil privado nas redes sociais

Ter uma espécie de filtro para decidir quem pode lhe seguir, ser seu amigo ou contato é muito positivo do ponto de vista da privacidade.

Ativar o certificado SSL

Os usuários com domínios na internet podem ativar esse certificado para proteger seus dados e, também, a informação daqueles que navegam no site.

Mudar suas senhas com frequência

Esse é um conselho básico. De fato, muitas empresas exigem que seus clientes troquem as senhas de tempos em tempos para se proteger.

Não sair preenchendo formulários

Muitas vezes, as empresas tentam acessar a informação de interesse por meio de formulários. Os usuários devem estar atentos para preencher só aqueles que venham de sites e marcas reconhecidas para se manter protegidos.

E o que dizem as leis?

Certamente, a privacidade digital é um tema relativamente novo. Uma amostra é que muitas marcas ainda não têm caminhos 100% definidos sobre como lidar com ela, e até que ponto podem chegar para captar dados de interesse.

Contudo, as leis já começaram a levar em consideração esse aspecto. Um relatório recente de Broad Band Now mostra um dado revelador: 80% dos países já têm alguma lei relacionada com a privacidade digital.

Logicamente, a América Latina não está alheia a isso. Países como México, Colômbia e Brasil já consideram seriamente o tema.

No caso do México, podemos dizer que a privacidade digital está presente na sua Constituição, já que o artigo 16 diz que “toda pessoa tem o direito à proteção dos seus dados pessoais, ao acesso, retificação e cancelamento dos mesmos, assim como a manifestar sua oposição”.

Da mesma forma, nas últimas reformas, foram estabelecidos uma série de delitos informáticos, entre eles, o acesso e uso da informação pessoal dos usuários sem o seu consentimento e sem contar com uma autorização estatal.

Na Colômbia, a seguridade informática está presente, do ponto de vista jurídico, há mais de uma década. Em 2009, foi inclusa a violação de dados pessoais em plataformas digitais como um delito do Código Penal, levando a penas que vão desde multas econômicas até prisão, dependendo da gravidade.

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), aprovada em 2018, entrou em vigor em agosto de 2020 e cria um cenário de segurança jurídica para a proteção dos dados pessoais de todo cidadão que estiver no país. A lei, por ser recente, é bastante abrangente e detalha os requisitos para o tratamento dos dados.

Restrições de acesso aos dados pessoais: um golpe baixo para as marcas?

Para as marcas, é importante entender que o surgimento desse tipo de leis não é um golpe baixo. Pelo contrário, proporciona certezas em relação às práticas e estratégias que podem ser aplicadas e quais não.

Inclusive, as próprias empresas podem sofrer algum tipo de violação da sua privacidade digital, por isso, para elas, também convém o fortalecimento jurídico. Logicamente, a situação considera novos desafios e exigências, como:

priorização da atração orgânica: basicamente, trata de motivar os usuários a compartilhar dados de forma voluntária e sem se sentir pressionados;busca de um ótimo posicionamento: é preciso uma maior exposição e melhor posicionamento digital para se tornar visíveis para os usuários que representam oportunidades, e isso requer esforço e tempo;geração de confiança: por meio de conteúdos não invasivos e uma constante educação do mercado, as marcas devem conseguir que as pessoas sintam que são levadas em consideração e, assim, fiquem mais à vontade no momento de compartilhar a sua informação.

Respeitar a privacidade digital: é mais do que um compromisso moral?

Em primeiro lugar, é preciso compreender que o usuário realmente se importa com a privacidade dos seus dados. De fato, para alguns deles, é um ponto de honra, e ser “atacados” pode levá-los a tomar ações radicais e imediatas, com efeitos negativos para a comercialização e as vendas.

Por exemplo, no México, 32% dos usuários das redes sociais estariam dispostos a fechar as suas contas de forma imediata se, com isso, pudessem garantir a proteção da sua privacidade digital, conforme consta em uma pesquisa de Kaspersky.

Em outros países, como os Estados Unidos, a situação não é muito diferente. Lá, 82% das pessoas estão realmente preocupadas pela sua segurança em linha, segundo Broad Band Now.

Não há dúvidas de que, para muitos, o tema é sério, e quando se trata de privacidade e respeito aos dados, não é brincadeira. Por isso, a privacidade digital não pode se valer como um simples código moral para as marcas, mas também, como uma filosofia favorável para os processos de comercialização e o posicionamento.

Em definitivo, veja as vantagens de manter um ponto de equilibro entre a privacidade digital e a necessidade de adquirir dados de interesse.

Marca mais humana

Quando se trata de tornar as marcas mais humanas, o respeito à privacidade digital é um aspecto fundamental. Sendo sinceros, o usuário de hoje está muito longe de ser ingênuo, e, pelo contrário, ele sabe que as companhias tentam acessar os seus dados pessoais para gerar oportunidades de negócios e vendas.

Por esse motivo, se as empresas não passarem do limite e, realmente, mantiverem respeito pela privacidade dos seus usuários, é mais fácil mostrar seu lado humano, o que fará com que os consumidores se sintam valorizados.

Além disso, no momento de solicitar dados, é preciso que as marcas sejam amigáveis e prudentes. Uma tática muito boa, que podemos considerar um dos bons hábitos do Marketing Digital, é a solicitação de informações por meio dos formulários para baixar materiais ricos, por exemplo, ebooks e white papers.

No final do dia, a persona deve sentir que realmente vale a pena compartilhar seus dados, por isso, nada melhor do que dar alguma coisa em troca. Principalmente, se isso gerar valor e ajudar o usuário a saber como resolver seus problemas ou satisfazer as suas necessidades.

Qualificação de contatos comerciais

No Marketing de Conteúdo e no Marketing Digital, os dados são um elemento muito valioso, sempre e quando forem precisos e não provenham de aproximações ou de contatos forçados.

De forma paradoxal, respeitar a privacidade digital é um meio de obter contatos comerciais qualificados, que realmente possam se sentir interessados em determinado produto ou serviço. Isso porque uma das premissas do respeito à privacidade digital é solicitar informações de forma direita e precisa, sem mentiras nem violando nenhum dos serviços de segurança.

Desse modo, as pessoas têm a possibilidade de analisar se determinada proposta comercial é interessante e, como consequência, decidir se compartilham, ou não, seus dados com uma marca.

E claro, para poder obter contatos qualificados, também é essencial definir a persona desde o início de qualquer estratégia. Esse conceito se refere a uma representação semifictícia do cliente ideal que se constrói a partir de uma investigação e a sua análise.

Geração de confiança

Uma empresa que não deixa vulnerável a privacidade dos dados dos seus usuários e clientes é associada com valores como profissionalismo, transparência e responsabilidade social. Ao interagir com uma marca que conta com essas características, as pessoas se sentem menos propensas a ser vítimas de fraudes na internet, além de outros delitos.

Portanto, eliminam-se pontos de fricção e as possibilidades de retenção e fidelização são cada vez maiores. Além disso, muitos dos consumidores consideram que se tornar clientes de uma empresa que respeita a segurança dos dados é uma decisão correta do ponto de vista financeiro.

Com frequência, as violações de informação, os problemas de cibersegurança, hackers e outras ações irregulares se traduzem em perda de dinheiro. Outra das investigações de Brand Band Now mostrou que 27% dos usuários que sofreram vulnerabilidades de segurança online calculam que o incidente trouxe prejuízos econômicos, que variam entre 100 e 10 mil dólares.

Quais empresas já encontraram o ponto de equilíbrio, no que se refere à privacidade digital?

É lógico que, quando se trata de privacidade digital, as empresas de tecnologia costumam ser as mais apontadas, já que, para elas, é muito mais fácil ter acesso aos nossos dados. Entretanto, algumas delas estão implementando ações e práticas para gerar confiança e evitar delitos e ações fraudulentas.

De acordo com Electronic Frontier Foundation, algumas das empresas do setor que mais respeitam a privacidade digital são Adobe Systems, Apple e Dropbox. A fundação determinou que esse grupo de organizações cumpre com parâmetros governamentais e informa aos usuários sobre os dados que precisam acessar para determinados processos.

A boa notícia é que o respeito à privacidade digital não causou grandes perdas para essas companhias, nem muito menos um mal posicionamento no mercado.

Se você chegou até aqui, já conhece o impacto da privacidade digital nas marcas e o quão delicado é esse tema. Como recomendação geral, deve ficar claro que a melhor alternativa é alertar os usuários a compartilhar a informação de contato por iniciativa própria. Para isso, é possível utilizar metodologias de atração orgânica, como o Inbound Marketing e o Marketing de Conteúdo.

Ao mesmo tempo, é importante conseguir que a marca e as suas mensagens tenham um bom posicionamento por meio da otimização nos mecanismos de busca e a presença nas redes sociais e em outras plataformas. Os dados são muito importantes, mas devem ser obtidos de forma transparente para evitar qualquer problema legal e com os próprios consumidores.

Agora, se você quer continuar aprendendo sobre o tema, veja como transformar dados em informação é essencial e saiba como fazer isso!

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